terça-feira, 16 de abril de 2013

DRAGÃO FASHION



Dizem as más línguas que o Dragão Fashion decaiu porque este ano está sendo no Dragão do mar, eu particularmente acho ótimo, não só pelo nome que tem tudo a ver e nem por ter voltado as suas origens( pois o dragão fashion surgiu ali), mas pelo fato de este evento que é uma vitrine da moda do nosso estado está mais próximo do público que vem de fora pra conhecer nossas riquezas.
Só acho uma pena este evento ser só para convidados. Que tal um Dragão Fashion mais democrático aberto ao público??
Também tem gente falando que não vê resultado para os estilista que é só gasto e tals, pelo amor de Deus gente! um desfile é antes de mais nada a oportunidade de cada estilista mostrar sua arte, seu trabalho, sua visão da moda! Se não entende por favor não critica ok?
Que venham muitos e muitos Dragãos Fashions e outros e outros eventos que mostrem a moda tão rica dos nossos estilistas.
Fique por dentro!
Site oficial :
http://dfhouse.com.br/2013/

Devaneios de um Alfaiate

Ser um alfaiate não é tão somente ter uma profissão, é antes de tudo saber uma uma arte. Não deve confundir-se de forma alguma a um cidadão que meramente sabe tirar umas medidas e as entrega a uma costureira para fazer uma peça.
Ser alfaiate exige pessoalidade, envolvimento, requer perceber já no primeiro encontro visualmente, todas as medidas do cliente, os defeitos do corpo que terão que sumir na roupa, ou as qualidades que terão que aparecer ao vesti-la.
Ser alfaiate é saber a magia que é transformar um tecido, sem forma, em uma peça única. É assim como um escultor que talha aquela peça para aquele cliente em especial. E todos serão especiais, pois a cada cliente a magia se repete.
Me enlouquece o que faz a industria, não há mais o cliente, agora são somente números. Não há mais a mão do homem, a magia se perdeu... A máquina corta sozinha duzentos, trezentos, sei lá quantos paletós de uma só vez, e a produção se segue de uma máquina pra outra, começa friamente e impessoalmente se acaba, pra tantos quantos neles couberem...
Por ser alfaiate, filho de alfaiate, me cabe esta dor de ver o calor do "um a um" morrer, uma profissão tão linda e tão única quanto cada traje confeccionado. Uma profissão tão caprichada quanto o trabalho artesanal exige, indo com o vento. Pois ainda que se volte a valorização desta arte, onde estão os jovens aprendizes para levá-la a posteridade? Sigo amando a minha arte e pedindo a Deus discípulos para me fazer mestre dela.
Alfaiate Francisco Hélio por Jeane Rocha.